muitas emoções e spoilers pra quem não viu

julho 24, 2008

Capítulo de quarta é mais curto, dá essa aflição, essa angústia, nossa, quem foi, quem será, coisa e tal. Muitas emoções. Começando pelo barraco homérico de Donatela Faísca, Lara, Vovó e Eu e Flora Espoleta, que tá na fase de ser pega pra Judas, com requintes de maldade dignos de Melrose Place – gente, até uma peruca preta! Até deu pena de Donatela, viu, quando ela ficou gritando “vem cá, gente, vem ver só! Ó lá!” pela casa, além de “não acredito que você pegou o lixo do vizinho, seu monstro!”. E tudo ficou mais claro pra mim, agora é certeza de que existem clones ou tecnologias de teletransporte nessa novela, pra todo mundo se locomover tão rápido. Não me impressionaria se a assassina fosse na verdade a irmã gêmea de Flora, Flor, que sempre foi secretamente apaixonada por Marcelo e morre de inveja da dupla sertaneja mais fogosa do Brasil, daí botou a irmã na prisão e agora quer atormentar a ex melhor amiga dela. Não duvido mesmo. Prosseguindo para a nova obra de arte de Thaís Araújo, que corre na boca pequena pelo nome de “brechó” ou “venda de garagem”. E é aí que eu descubro que Didu brigou com o pai – odeio perder informação – e foi morar com Rita e a família dela, incluindo a versão feminina do marido de Catarina, pra “virar homi”. Na seqüência, um sofrimento básico do Cassiãnu e cenas apressadas de São Paulo com aquela mesma música que toca desde o capítulo em que Flora Espoleta foi procurar emprego e toda cena parecia com aquele clipe da vitrola da Lauryn Hill. Alguém por favor podia introduzir a trilha sonora internacional? Ninguém agüenta mais essas. Arrumem uma música da Carla Bruni ou da Regina Spektor pra estragar, porque essas, já deu.

Aí, os momentos de grande impacto. Rárlei e Lara na pegação da sauna e os olhinhos de sofrimento da nossa eterna vítima mexicana, Cassiãnu. Aliás, boa pergunta minha mãe fez. Perdi alguns capítulos, então tá meio nebuloso, e eu me perdi no meio de tantas reviravoltas. Mas como é que Rárlei consegue circular em absolutamente todo lugar que Lara vai? Tudo bem que ele é pago pra seguir a moça, mas como ele se mistura, puro charme? É tudo público, ou não tem segurança mesmo? De repente ele estuda na mesma faculdade, vai pro mesmo clube, se bronzeia na mesma piscina, engole a mesma saliva, qual foi a desculpa pra isso tudo, pra tapadinha cair tão direito? Ou ela é tapada, mesmo, e acredita em qualquer pessoa com nome de cometa? Eu, sempre desatualizada, né. Daí, Donatela se vinga da entidade divina da série, o onisciente mor, Silveirinha, pisando nos pôsteres de música sertaneja mas deixando intacto o de Faísca e Espoleta que eu vi ali pendurado. Só pode ser um sinal inconsciente. E alguém avisa pra Claudia, querida, que eu adoro, que esse jeito de andar dela tá muito bizarro. Enfim, arrasado, na lama, na sarjeta, Silveirinha jura vingança à cachorra vagabunda. Me pergunto o que ele esperava que ela fizesse, depois de ter traído a cidadã por 18 anos. Acho que era pra ela ter chorado num cantinho, ouvido uma música triste, se consolado nos braços de ZÉ BOB e desistido de tudo. Pfff. Esse povo, até parece que não sabe que tá em novela.

Mais uma reviravolta vindo por aí, heim! Dou até sexta pra Donatela entrar e sair da prisão, e vocês?